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quarta-feira, 12 de junho de 2013

SANTOS POPULARES - DIA DE MARCHAS NA AVENIDA DA LIBERDADE EM LISBOA



Hoje é Dia de Festa em Lisboa.
É Dia das Marchas Populares desfilarem na Avenida da Liberdade.
 Lisboa acordou em clima de festa e vestiu-se a rigor.
Sente-se a Alegria no ar pelos bairros de Lisboa. Hoje à noite vai haver muita sardinha assada, cerveja e muito vinho nos jarros de barro Lisboetas.
Não vou perder é claro, os tradicionais Bailaricos, tenciono passar por Alfama, Mouraria e Madragoa, se à noite estiver bom tempo, como creio que vai estar, então será até de madrugada a dançar e a bailar e tenciono acabar a noite com a família e os amigos no Castelo de S. Jorge.
Para os cavalheiros, é favor não esquecer de oferecer à sua amada, o tradicional e famoso Manjerico com a sua quadra popular. 
Depois é como o pregão de Lisboa que diz: 
“Olha o Manjerico, é só regar e pôr ao Luar!”

Esta é a quadra que eu fiz este ano, sempre faço uma que coloco no meu Altar de Santo António que tenho em casa.

“Ó meu rico Santo António
Santinho da minha devoção,
Vai dizer ao meu amor
Que lhe dei meu coração!”
MIA PÚRPURA

VIVAM OS SANTOS POPULARES!

MUITA LUZ!

Fotos retiradas da net, desconheço os autores.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

REZAS; BENZEDURAS E LADAÍNHAS POPULARES


Desde tempos imemoriais que as plantas e as ervas possuem virtudes e propriedades muito importantes para o ser humano. Outrora consideradas como filhas da Divina Mãe, foram sendo popularizadas através do culto do sagrado, ao qual só alguns tinham acesso aos seus atributos mágicos. Desenvolveu-se deste modo as crendices populares, esconjuros, ensalmos, as fórmulas para atalhar ou as mézinhas para curar praticadas pelas chamadas “mulheres de virtude”, “benzedeiras” ou “talhadeiras”. Eram praticadas também pelos feiticeiros, mas mais raramente. As plantas e a sua preparação, bem como a sua aplicação era acompanhada por vezes por ladaínhas ou rezas. As rezas e as benzeduras eram utilizadas para curar doenças e afastar todo o tipo de males, constituindo assim parte da “medicina popular”. Existem na nossa cultura popular rezas para conseguir dormir, para arranjar casamento, para ser feliz ou não faltar dinheiro. Bem como existem um sem números de benzeduras para quase tudo como, tirar o quebranto, o cobreiro, o sapão ou a espinhela caída entre outros. Tudo isto foi passado oralmente de gerações para gerações, razão pela qual por vezes existe diferença nas rezas e benzeduras, dependendo do local onde se encontra. No sentido de recuperar estes valores tão preciosos e de buscar bem lá no fundo as raízes da nossa cultura, vou fazendo aqui uma espécie de colectânea, de apanhado de tudo o que eu conseguir encontrar pelo nosso país fora, de maneira a que no tempo não se perca a nossa identidade ligada à Mãe Natureza.

REZA PARA PROTEGER DAS TROVOADAS 

Quando nosso Senhor pelo mundo andou em São Bartolomeu poisou,
quatro cantos tinha a casa e quatro tojos se acendiam.
Nosso Senhor disse-lhe:
“Santo António onde vais? Na terra ficarás e as coisas perdidas acharás,
São Tiago de Galiza quer em casa quer em malhada,
onde esta oração for nomeada
nem cairá raio nem peste ruím,
nem boca do fogo fará mal.
São Geraldo, Santa Bárbara bendita,
No céu esteja escrita, papeis e água bendita
Deus nos livre desta tormenta.

Beira Baixa - Penha Garcia / Raia

REZA CONTRA OS COBRÕES

Os Cobrões são borbulhas que começam por se formar em linha e que teêm tendência a dar a volta ao corpo, dizem que quando se une a cabeça com o rabo a pessoa que é afectada morre.
Queima-se a palha dos alhos num recipiente e deita-se um fio de azeite na cinza da palha de alho, que se vai mexendo formando deste modo uma pomada.
Com um pano embebido na pomada, vão-se fazendo cruzes onde estão as borbulhas e diz-se a seguinte reza, fazendo sempre o sinal da cruz:

“Em nome de deus te atalho
Se és cobra ou cobrão
Lagarto ou lagartão
Sapo ou sapão
Bicho de má nação
Que fique negro
Como carvão.”

Beira Baixa - Dornelas do Zêzere / Pampilhosa

OUTRA REZA PARA ATALHAR COBRÕES

Para atalhar fazes-se três vezes com as costa de uma faca voltadas para o cobrão ao
mesmo tempo que se diz:
“Aqui te corto cobrão cabeça de abo e coração”.
No início e no fim benzem-se e dizem:
“Em nome do Pai do Filho do Espírito Santo”.
De seguida mistura-se cinza de palha com mel sendo a mistura aplicada sobre as
borbulhas do cobrão. Isto é feito três vezes ao dia.

Beira Baixa - Alcains

MUITA LUZ!

Fontes: Partes do texto extraídas de "Histórias e Superstições na Beira Baixa" de José Carlos Duarte Moura.
Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o autor.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

HOJE É DIA DA ESPIGA!


Este é o meu Ramo da Espiga do ano passado.
O tradicional "paposeco" que junto ao ramo.

E é assim na minha cozinha que fica durante um ano, hoje retiro este e coloco o novo e todos cá em casa comemos um bocadinho do pão, (que não está estragado nem tem bolor por incrível que pareça) para que durante todo o ano não nos falte a comida. Cumpro e transmito assim este ritual aos meus filhos.
O Dia dia Espiga tem a sua origem em rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mediterrâneo, onde grandiosos festivais de cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a Mãe Natureza.
Para os povos esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância, pois era nesta altura que se exortava o eclodir da vida animal e vegetal após a imensa letargia dos meses frios, e renascia a esperança de novas colheitas.
O Dia da Espiga ou Quinta-feira da Espiga, é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um ramo viçoso composto por várias plantas, mas cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região. É guardado durante um ano e pendurado geralmente na parede da cozinha, atrás da porta da cozinha ou na parede da sala, para trazer a abundância, a alegria, a sorte e a saúde, até ao ano seguinte juntamente com um pãozinho embrulhado em papel vegetal, que se comerá no ano a seguir.
Em muitas terras quando faz trovoada, deita-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta, sendo por isso muitas vezes visto também como um poderoso e multifacetado amuleto. Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres.

Além destas associações ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, ou seja, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, sendo mesmo em alguns sítios do país conhecido como Dia da Hora. Nessas localidades acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data, diz a voz do povo que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam” . Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga.
Noutras regiões ainda, esta data é dedicada ao cerimonial do leite. Na aldeia da Esperança, no concelho de Arronches, este é aliás conhecido como o “Dia do Leite” e os produtores de queijo ordenham o seu gado e oferecem o leite a quem o quiser. Em Santa Eulália no concelho de Elvas, esse leite é dado aos pobres acreditando-se assim que a sarna não atingiria as cabras.
Nas zonas onde esta data é associada à abstenção laboral, cessam-se actividades como a cozedura do pão ou a realização de negócios. Na Lousada em Penafiel, não se cose nem se remenda e até há quem deixe comida feita na véspera para não ter de cozinhar neste dia.
No Sul do país actualmente, a maioria das tradições do Dia de Espiga limita-se à apanha do ramo da espiga, ao qual se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.

Desejo a todos um Feliz Dia da Espiga!
MUITA LUZ!

 

WILD SPIRIT

Muitas Almas Reencarnam nesta Vida Como Espíritos Livres E é Assim que Permanecemos até ao Resto das Nossas Vidas, Teimosamente livres!     ...