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sexta-feira, 31 de julho de 2015

O RAPAZ E O ANEL - PARÁBOLA



Um jovem procurou o seu Mestre porque se sentia um inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem, achava que não prestava para nada. Desejava saber como poderia melhorar e o que deveria fazer para que o valorizassem.
O Mestre, sem o olhar, disse-lhe: "sinto muito, mas antes de resolver  o seu problema preciso resolver o meu próprio problema. Talvez você me possa ajudar".
Tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu-o ao rapaz, recomendando: "vá até ao mercado; preciso de vender este anel porque tenho que pagar uma  dívida. É preciso que você consiga por ele o máximo, mas não aceite menos do que uma moeda de ouro".
O rapaz pegou no anel e foi oferecê-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas quando ele dizia o quanto pretendia pelo anel, desistiam.
Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem  ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito amável lhe explicou que  uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel.
Abatido pelo fracasso, o rapaz retornou à presença do Mestre dizendo  que o máximo que lhe ofereceram foi duas ou três moedas de prata. Ouro, nem pensar!
O dono do anel respondeu que seria importante, então, saber o valor  exacto do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para fazer uma correta avaliação. E fez outra recomendação: não importa o valor que lhe ofereçam, não venda  este anel.
O jovem foi um tanto desanimado. O joalheiro, depois de examinar com  uma lupa a jóia pesou-a e disse-lhe: "diga ao seu Mestre que, se ele  quiser vender agora, não lhe posso dar mais do que cinquenta e oito moedas de ouro".
O rapaz teve um sobressalto: "cinquenta e oito moedas de ouro?".
"Sim", retornou o joalheiro. "Com tempo eu poderia oferecer cerca de  setenta moedas. Mas, se a venda é urgente...".
O discípulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa notícia ao Mestre. Depois de ouvi-lo, o Mestre disse: "sente-se, meu rapaz.  Você é como este anel, uma jóia única e valiosa. Como toda a jóia preciosa,  somente pode ser avaliada por quem entende do assunto. Por acaso você imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?".
Tomando o anel das mãos do rapaz, tornou a colocá-lo no dedo, completando:  "Todos somos como esta jóia: muito valiosos. No entanto, andamos por  todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos  valorizem".
Pense: ninguém nos pode fazer sentir inferiores sem nosso consentimento!

Votos de um fim-de-semana Iluminado.

MUITA LUZ!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ORIGEM DO TAOISMO E LAO TSÉ


Segundo lendas e tradições chinesas, o vale do Rio Amarelo era habitado desde 3000 a.C. por agricultores e artesãos que cultivavam milho e criavam aninais, tias como porcos, cabras e cães. Já dominavam a técnica do bronze, que utilizavam para o fabrico de armas e utensílios que necessitavam na sua vida quotidiana. Tal como os Egípcios desenvolveram técnicas que lhes permitia controlar o regime das águas, como a construção de diques e canais de rega. Os chineses consideravam-se autóctones, oriundos da “Grande Planície” da bacia inferior do Hoang-Ho. Descendendo muito provavelmente dos povos da Ásia Central e da Mongólia. Ao longo do tempo, foram formando pequenos estados independentes, mas rivais entre si. Ameaçados pelos Mongóis, um povo de forte tradição guerreira, unificaram-se juntando-se e constituindo um só Império sob a Dinastia de Chou. Nesta altura a família era a base da sociedade chinesa e desempenhou um papel crucial tanto na organização política, como na unidade religiosa e ainda na educação moral. O primeiro soberano Chou foi WU WANG, que fundou várias escolas e hospitais. As principais actividades foram o cultivo do arroz, o fabrico da seda, a cunhagem de moedas e a regularização do calendário, entre outras. Durante os vários regimes monárquicos, os Imperadores eram considerados “Filhos do Céu”, intermediários entre a divindade e o povo. Mas na realidade a autoridade política dos seus ministros letrados era bem maior que as suas. Os Mandarins, era o título dado aos administradores, que organizavam todo o trabalho da população, fixavam os preços a pagar, estabeleciam os calendários das actividades e das festas. Escreviam ainda tratados comerciais muito importantes na época e poesia, tendo mesmo aprimorado a caligrafia sobre tábuas de bambu e de rolos de seda. Com a deterioração da Dinastia Chou, começou então a surgir todo um sistema de estados feudais com alguma ligação entre si, mas que se empenhavam fortemente em sucessivas guerras, piorando deste modo drasticamente a situação da população em si. O que originou a que o povo estivesse cada vez menos disposto a submeter-se a jogos de poder e a sofrer silenciosamente, é neste contexto que surgem as “Cem Escolas”, sendo que a maior parte delas não prevaleceu no tempo, mas os Mestres de duas delas destacaram-se e 2 000 anos depois ainda têm uma forte influência na sociedade chinesa e não só. São eles Confúcio e Lao Tsé. Confúcio, foi um Mandarim que terá vivido entre 551 e 479 a.C sendo o iniciador de uma Doutrina segundo a qual se conseguia a sabedoria seguindo a experiência e os ensinamentos dos seus antepassados e dos grandes monarcas. Possivelmente contemporâneo de Confúcio, Lao Tsé foi sem dúvida um dos mais elevados seres dentre os que habitaram na terra. 
A história de vida pouco conhecida de Lao Tsé, vou deixar para outro dia, visto que hoje já me entusiasmei um pouquinho. 

Deixo-vos aqui um dos pensamentos do grande Mestre:

“Os viajantes sábios não deixam rasto.
As palavras sábias não deixam mancha.
Contas certas não necessitam de instrumentos.
As portas bem feitas não se deixam trancar,
Mas também não se deixam abrir.
Um nó bem dado não precisa de corda,
Mas também não se consegue desatar.

Assim,
O sábio salva sempre as pessoas,
Não rejeitando ninguém,
Nenhum ser é abandonado.
Esta é a prática de voltar à luz.

Assim,
Aquele que é bom
É o guia daquele que o não é;
E aquele que não é bom
É o campo de trabalho do homem bom.

Ficarão perdidos
Aqueles que não veêm valor no Mestre
E também os que não cumprem os seus deveres.

A isto podemos chamar o mistério maior.”
Lao Tsé


MUITA LUZ!

Fontes: Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o seu autor.
Texto sobre o taoísmo, extraído de livro “Taoísmo”da autoria de QuidNovi.

WILD SPIRIT

Muitas Almas Reencarnam nesta Vida Como Espíritos Livres E é Assim que Permanecemos até ao Resto das Nossas Vidas, Teimosamente livres!     ...