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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O QUE SÃO OS "APANHA SONHOS"


Os primeiros objectos que surgiram com este nome foram feitos por um povo índio norte-americano, os Ojibwas. Eram construídos num aro de madeira de salgueiro onde no seu interior se estendia e esticava vários tendões de animais e de plantas, entrelaçando-os de modo a formar uma rede. Todo este conjunto era decorado com missangas coloridas vermelhas e penas com os mais variados atributos, desde as penas de mocho que conferiam sabedoria, passando pelas penas de águia que atribuíam valor. Colocavam-nos sobre o leito das suas crianças para que deixassem passar os sonhos bons e retivessem os sonhos maus. Acreditava-se que deixavam passar os sonhos bons os quais deslizavam para baixo através das penas para as crianças que se encontravam a dormir, possuindo assim a capacidade de alterar e mudar os sonhos das crianças para o bem, era usado deste modo como um amuleto contra pesadelos mas também contra os maus espíritos que por ali aparecessem. Existe uma lenda que atribui a origem do primeiro “Apanha Sonhos” a Asibikaashi, a mulher aranha que era quem protegia os mais pequeninos. Este costume foi depois globalizado e universalizado expandido por todo o globo. No Brasil e em Portugal são conhecidos como “Espanta-Espíritos” e nos EUA como “Dreamcatchers”.

Eu pessoalmente Amo “Espanta-Espíritos” e acredito que possuem mesmo algo de mágico quando feitos por nós, eu faço os meus desde que os meus filhos eram pequeninos e ainda hoje os tenho pendurados em casa. Bons sonhos.


MUITA LUZ!
Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o autor.

domingo, 27 de maio de 2012

BOLO DE IOGURTE

Nada melhor do que começar o Domingo com o café da manhã tranquilo e saborear um delicioso Bolo de Iogurte, feito por nós. Apesar desta receita ser bastante conhecida, deixo-vos aqui:

Ingredientes:
1 iogurte de aromas de fruta à sua escolha.
4 ovos inteiros
3 copos (de iogurte) de Açúcar
3 copos (de iogurte) de Farinha
1/2 (copo de iogurte) de óleo

Modo de fazer:
Numa Tigela grande coloque os 3 copos de açúcar, e os 4 ovos inteiros, bata muito bem, até ficar uma massa homogénea. de seguida coloque os 3 copos de farinha mexendo devagar e muito bem para não ficar bolinhas de farinha na massa. Depois deite na tigela o iogurte e mexa muito bem, por fim adicione o meio copo de óleo e bata energicamente durante uns minutos. Unte uma forma com manteiga e polvilhe de farinha, verta a massa na forma e leve ao forno a cozer à temperatura de 130º durante mais ou menos 40 minutos. Uma dica da minha Avó, quando colocar o seu bolo no forno, faça-lhe o Sinal da Cruz e diga em voz alta: "Deus Nosso Senhor Te Abençoe e te Acrescente Que és Para Muita Gente!" (Eu faço sempre isso ainda hoje e os bolos ficam lindos e grandes como na foto, superstição, crendices? não sei mas resulta.)
Para ver se o bolo está cozido, espete um palito no bolo, se sair com massa agarrada ao palito ainda não está pronto, se o palito sair limpo, então o seu bolo está cozido. É só desenformar e esperar que o seu cheirinho maravilhoso comece a atrair os filhos à cozinha, existe melhor maneira de despertar num Domingo?

MUITA LUZ!


A foto é da minha autoria e a receita está na minha família há décadas, desconheço o autor da receita.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

REZAS; BENZEDURAS E LADAÍNHAS POPULARES


Desde tempos imemoriais que as plantas e as ervas possuem virtudes e propriedades muito importantes para o ser humano. Outrora consideradas como filhas da Divina Mãe, foram sendo popularizadas através do culto do sagrado, ao qual só alguns tinham acesso aos seus atributos mágicos. Desenvolveu-se deste modo as crendices populares, esconjuros, ensalmos, as fórmulas para atalhar ou as mézinhas para curar praticadas pelas chamadas “mulheres de virtude”, “benzedeiras” ou “talhadeiras”. Eram praticadas também pelos feiticeiros, mas mais raramente. As plantas e a sua preparação, bem como a sua aplicação era acompanhada por vezes por ladaínhas ou rezas. As rezas e as benzeduras eram utilizadas para curar doenças e afastar todo o tipo de males, constituindo assim parte da “medicina popular”. Existem na nossa cultura popular rezas para conseguir dormir, para arranjar casamento, para ser feliz ou não faltar dinheiro. Bem como existem um sem números de benzeduras para quase tudo como, tirar o quebranto, o cobreiro, o sapão ou a espinhela caída entre outros. Tudo isto foi passado oralmente de gerações para gerações, razão pela qual por vezes existe diferença nas rezas e benzeduras, dependendo do local onde se encontra. No sentido de recuperar estes valores tão preciosos e de buscar bem lá no fundo as raízes da nossa cultura, vou fazendo aqui uma espécie de colectânea, de apanhado de tudo o que eu conseguir encontrar pelo nosso país fora, de maneira a que no tempo não se perca a nossa identidade ligada à Mãe Natureza.

REZA PARA PROTEGER DAS TROVOADAS 

Quando nosso Senhor pelo mundo andou em São Bartolomeu poisou,
quatro cantos tinha a casa e quatro tojos se acendiam.
Nosso Senhor disse-lhe:
“Santo António onde vais? Na terra ficarás e as coisas perdidas acharás,
São Tiago de Galiza quer em casa quer em malhada,
onde esta oração for nomeada
nem cairá raio nem peste ruím,
nem boca do fogo fará mal.
São Geraldo, Santa Bárbara bendita,
No céu esteja escrita, papeis e água bendita
Deus nos livre desta tormenta.

Beira Baixa - Penha Garcia / Raia

REZA CONTRA OS COBRÕES

Os Cobrões são borbulhas que começam por se formar em linha e que teêm tendência a dar a volta ao corpo, dizem que quando se une a cabeça com o rabo a pessoa que é afectada morre.
Queima-se a palha dos alhos num recipiente e deita-se um fio de azeite na cinza da palha de alho, que se vai mexendo formando deste modo uma pomada.
Com um pano embebido na pomada, vão-se fazendo cruzes onde estão as borbulhas e diz-se a seguinte reza, fazendo sempre o sinal da cruz:

“Em nome de deus te atalho
Se és cobra ou cobrão
Lagarto ou lagartão
Sapo ou sapão
Bicho de má nação
Que fique negro
Como carvão.”

Beira Baixa - Dornelas do Zêzere / Pampilhosa

OUTRA REZA PARA ATALHAR COBRÕES

Para atalhar fazes-se três vezes com as costa de uma faca voltadas para o cobrão ao
mesmo tempo que se diz:
“Aqui te corto cobrão cabeça de abo e coração”.
No início e no fim benzem-se e dizem:
“Em nome do Pai do Filho do Espírito Santo”.
De seguida mistura-se cinza de palha com mel sendo a mistura aplicada sobre as
borbulhas do cobrão. Isto é feito três vezes ao dia.

Beira Baixa - Alcains

MUITA LUZ!

Fontes: Partes do texto extraídas de "Histórias e Superstições na Beira Baixa" de José Carlos Duarte Moura.
Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o autor.

WILD SPIRIT

Muitas Almas Reencarnam nesta Vida Como Espíritos Livres E é Assim que Permanecemos até ao Resto das Nossas Vidas, Teimosamente livres!     ...