sexta-feira, 27 de setembro de 2013

VENHA TOMAR UM CHÁ DE OUTONO


Bom dia, hoje venho convidá-lo para um chá
Mas não é um chá qualquer, é um Chá de Outono.

Ingredientes:
2 Colheres de ervas apanhadas no campo de manhã ao seu gosto (alecrim, camomila…).
1 Colher de Mel.
2 Colheres de muita alegria.
8 Colheres bem cheias de muito AMOR.
Misture todos os ingredientes e deixe repousar 5 minutos. Tome bem quentinho.
Aproveite, convide uns amigos, ofereça-lhes um chá e estes deliciosos biscoitinhos com cara de Outono, vai ver que vão adorar.
É verdade, aqui no hemisfério Norte já se nota que chegou o Outono. Amanheceu chuvoso o dia, mas não precisa ser triste nem escuro.
Espreite os frutos da época maravilhosos, tenha ideias lindas!
Inspire-se, Alegre-se! Sonhe! 
Desejo a Todos um Fim-de-semana Feliz, 
Cheio de Sol e Nuvens, a Bater bem na Ponta do Nariz!

MIA PÚRPURA.

 MUITA LUZ!

Imagens retiradas na net, desconheço os seus autores.




quarta-feira, 25 de setembro de 2013


“Não importa como você o diz,
Não importa o tamanho de como o diz,
Mas diga sempre o que sente,
Com o coração e a Alma em cada gesto,
Em cada atitude, em cada olhar.
Porque independentemente do tamanho,
Todos precisamos de Amor e de Amar!”

MIA PÚRPURA

MUITA LUZ!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013



“Todas as Coisas São Precedidas Pela Mente,
Guiadas e Criadas Pela Mente.
Tudo o que Somos Hoje,
É o Resultado do que temos pensado.
Como tal, o que Hoje Pensamos,
Determinará o que Seremos Amanhã.
A nossa Vida é Criação da nossa Mente.”

Buda Sakyamuni


MUITA LUZ!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS



Uma voz cantarolou debaixo da chuva. Era a preguiça que recomeçava a roer brotinhos de aroeira: 
 “não tenho medo da chuva
nem do ronco do trovão.
tomara mesmo que chova
pra molhar meu coração...” 

nininha não se conteve:
 - cale a boca, idiota. Na hora da tempestade você ficou tremendo como vara verde só faltou rezar. Agora fica aí com essa voz de assombração aborrecendo a gente. 
Veio então a procissão das águas caminhantes. Aquela parte do rio, antes tão branca, ia sendo devorada por nódoas barrentas que cresciam dia a dia. a fome das águas devorava tudo. As barreiras decompunham-se para enlamear a pureza do rio. Avolumava-se a torrente e as águas adormecidas durante o período da secar e começaram a correr com mais pressa... Sempre fora assim nos anos anteriores. As praias iam desaparecendo, borbulhando. Parecia incrível mas era inevitável que aquilo acontecesse. no local onde as garças brancas pescavam, onde os sábios jaburus conferenciavam ao entardecer, onde os mangua-ris gostavam de correr com as pernas esguias, onde as galinhas-d'água, os irerês, as inhumas, as gaivotas faziam pouso, onde o jacaré vinha aquecer seu reumatismo ao sol, onde as tartarugas desovavam... Pois tudo aquilo submergia num lençol avassalante de água que redemoinhava, que roncava, que borbulhava, borbulhava...e o rio crescia sempre. A chuva começou a formar grandes poças em torno das árvores. Focos de mosquitos formavam-se onde houvesse água empoçada. A noite perdera sua musicalidade porque a chuva estragara tudo. o canto da noite, das estrelas, da lua, fora metamorfoseado pelo zunir irritante e monótono dos carapanãs esfomeados. nininha pensava nisso tudo. Pior era o corpo retalhado do vovô, mais enegrecido, decompondo-se, meio submerso, mudo e morto para sempre. Com a chuva, uma quantidade de capim verdinho crescia envolvendo e cobrindo o seu tronco. No rio, já totalmente desprovido de praias, grandes árvores passavam, lamentando-se, arrastadas pela corrente. Um medo grande, um medo enorme, tomou conta de nininha. Aquele era o seu destino. A chuva iria até ao fim de Março. Acontecia às vezes atingir também Abril. Estava-se ainda em fins de Novembro... Começava a preocupar-se devido a um comentário do landi:- se as chuvas forem só até Março, as águas não alcançarão você. Por outro lado, a preguiça praguejante resmungava sempre:

- Diacho de chuva que não pára nunca! Também, faz dois anos que não temos uma grande chuva e que o rio não enche direito...

Indiferente à agonia da árvore a chuva prosseguia sempre na sua missão. para o seu pesadelo, na noite grande e molhada o ruído dos grandes troncos arrastados interrompia o seu sono. Vivia com o coração sobressaltado. Conhecia de longe a árvore que passava chicoteando as barreiras com o resto dos seus galhos...sentia o corpo moço e cheio de vida revoltando-se às vezes. Irritando-se contra os desígnios de calamantã. Podia entrever as folhas novas escorrendo verde, o seu tronco esplendidamente liso, notavelmente branco, liberto do sujo, acumulado pelos ventos da seca. Ao seu redor também as outras árvores vestiam-se de verde, mas um verde que significava ainda esperança e muitos anos de vida. Bonitos como elas se reflectiam nas pequenas poças d'água, espalhadas pelo chão! Feio e triste, somente o corpo do vovô, cada vez mais negro e encharcado. Quase soluçou pensando que nem todas as árvores morrem de pé. Passou Dezembro, estendendo seus dedos de chuva para Janeiro. Janeiro, ainda mais molhado e silencioso, cedeu a vez a Fevereiro. A angústia de nininha permanecia, ao mesmo tempo que seus olhos se grudavam lá no alto, na esperança de que o azul substituísse definitivamente o tom de chumbo que invadia o céu, como um vício qual nada! Parecia de propósito que suas ramas se cobrissem de um verde nunca dantes possuído. Chegara ao apogeu de sua vida vegetal. Do seu posto, lá no alto, podia divisar tudo. Enxergar a extensão da selva apodrecendo de tanto verdor. Pela força do seu tronco podia sentir a beleza da própria maturidade. e também da ponta de seus galhos observava o rio, crescendo ameaçadoramente. E Fevereiro se foi, alagado em todos os seus dias... Março não trouxe nenhuma esperança. O rio alcançara o máximo das suas barreiras. O caudal se avolumara e as árvores rastejadas caminhavam sem destino, em busca do esquecimento.- Bem, minhas amigas, enjoei daqui. Vou mudar-me. Era a preguiça se despedindo. E sem emoção alguma caminhou lentamente pelo chão. Se o céu não oferecia estrelas de noite, de dia o sol morrera. A chuva não se cansava de cair. Quando parava um pouco, era para mais tarde recomeçar brutal e insistente. E foi assim que Abril tomou vida. O rio crescia tanto, que tocava nas raízes de nininha. Não sentia o frio das águas e sim de sua angústia, porejando em todo seu ser. Cada dia que passava as águas crescentes se infiltravam mais e mais. As barreiras que sustinham suas raízes principiavam a desmoronar-se deixando à vista garras ainda não totalmente desenvolvidas e sem apoio. A terra amolecia à sua volta. Não podia falar, de aflição. Tremenda aflição, lenta e desgraçada! por que não vinha logo de uma vez? Tremiam-lhe os galhos, na expectativa.


Bendito o raio que caridosamente matara vovô! Pelo menos ele não testemunharia sua tristeza. Tia tucum nem falava mais. Ficava com os olhos grudados na água o dia inteiro. O velho landi nem resmungava para não aumentar o seu tormento. Por vezes olhava para ele, tão grande e altaneiro, e cismava: “nunca essa água chegará até ele. Se os índios não o descobrirem morrerá ali mesmo...” agora, qualquer vento mais forte poderia arremessá-la sobre as águas. Se ao menos a chuva parasse e o rio deixasse de encher... Qual nada! Lá vinha ele aumentando e mais manchado de barro, subindo, apresentando mais redemoinhos e borbulhas. Chegou o meado do mês. Um vento cresceu do outro lado e encrespou ainda mais as águas do rio. Observou desesperadamente o sopro que se aproximava. O vento estremeceu com força as suas folhas. Seu corpo mal fixado vacilou para um lado e para o outro. Tia tucum gemeu desgraçadamente:- agarre-se bem, nininha! Um desalento inundou-lhe o cerne. O landi gritou, em tom roufenho: - não esmoreça, minha filha! Equilibre-se, que você vai resistir ao vento. Pela primeira vez nininha descobriu que o landi possuía uma alma e que lágrimas escuras respingavam o seu tronco vincado.- Equilibre-se, nininha! A chuva anda mais fraca e vai parar nestes três dias. Se você resistir agora poderá viver muito tempo ainda. mas o vento aumentava e sua fraqueza se alastrava mais.- Agora é tar... de... muito tar... de...o landi comentou, dirigindo-se a tia tucum: - ela não quer mais viver! Suas palavras ficaram perdidas e foram arremessadas para longe. O vento crescia mais e as águas eram atiradas, loucas, num banzeiro fantástico. Principiou a sentir tonturas. O silvo do vento penetrava em todo seu corpo. Ficou balançando sem poder aprumar-se. Foi lá, veio cá. Girava, tonta, em todas as direcções. Pesava-lhe o corpo sobre a fraqueza das suas raízes.um estalo!... As forças cederam. Um grito de angústia de tia tucum e o seu corpo se projectou, no começo devagar e logo após com grande ímpeto, nas águas barrentas. Sentiu então aquele grande frio. O rio arrastando-a, girando-a, em meio a grandes círculos, e a torrente puxando-a para longe…"
Extraído do Livro “Rosinha minha Canoa” de José Mauro de Vasconcelos.
Páginas 41, 42 e 43. 
Li pela primeira vez este livro, pela mão da minha irmã Lita quando ainda era menina e ela me maravilhava com as suas leituras. José Mauro de Vasconcelos, foi o primeiro autor que eu conheci no mundo literário, e depois dele, nunca mais ninguém teve a magia de me fazer dar as gargalhadas que eu dava ao ler certas passagens dos seus livros. 
O meu poeta com Alma de Poeta, cuja sensibilidade e meninice conquistou o meu coração e a minha imaginação. Ainda hoje viajo com ele através das suas personagens incrivelmente ricas de detalhes, ternura e realidade. Sei todos os seus livros de cor, no entanto cada vez que os releio as emoções são sempre diferentes, magníficas e mais intensas. A minha alma enriquece-se a cada instante de amor e de compaixão com que José Mauro retracta as situações vividas pelas suas personagens e as cores com que pinta o nosso imaginário, são de um puro e enorme arco-íris.
MUITA LUZ!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

ALERTA PARA PEIXE QUE MORDE TESTÍCULOS


Foi na semana passada que um pescador encontrou um peixe Pacu - típico da América do Sul - com 21 centímetros na região de Oresund, no estreito entre a Dinamarca e a Suécia. Esta espécie de peixes que é proveniente de Amazónia e Papua-Nova Guiné, o Pacu, tem a particularidade de ter uns dentes muito parecidos com os humanos, e ser idêntico as piranhas.
Para além de ser uma espécie de peixe de água doce, que se alimenta principalmente de nozes, folhas, vegetação aquática e caracóis, o peixe é conhecido por atacar os testículos dos seres humanos. Esta espécie - que se pode desenvolver até 90 centímetros e pesar 25 quilos - é geralmente encontrada na maioria dos rios da Amazónia e do Orinoco, na América do Sul.  Segundo o britânico The Telegraph, há relatos de que em Papua-Nova Guiné esta espécie já causou a morte a pescadores, por perda excessiva de sangue, depois de um peixe Pacu os ter mordido nos testículos. 
"O pacu normalmente não é uma espécie perigosa para as pessoas, mas tem uma mordedura perigosa, houve incidentes noutros países, como a Papua Nova Guiné, onde alguns homens foram mordidos nos testículos", disse Henrik Carl, especialista em peixes num museu na Suécia.
Apesar da espécie ser rara na Europa, e ainda não ter havido nenhum ataque confirmado, Henrik Carl pede aos banhistas para terem cuidado.

Recomendo a todos os homens cuidados redobrados se andam por estas zonas...
A natureza é surpreendente, não é mesmo?

MUITA LUZ!

Fontes: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/alerta-para-peixe-que-morde-testiculos

http://visao.sapo.pt/suecos-e-dinamarqueses-alertados-para-peixe-que-morde-testiculos=f745320


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ACREDITO QUE...



As Coisas Boas acontecem Àqueles que Acreditam,
As Coisas Muito Boas Acontecem aos que São Pacientes,
Mas as Melhores Coisas do Mundo Só Acontecem,
Àqueles Que Nunca Desistem!
MIA PÚRPURA


MUITA LUZ!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

SER MÃE É SABER DEIXAR IR OS FILHOS, CONTINUANDO A AMÁ-LOS INCONDICIONALMENTE.

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. 
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros
também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no
fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. (DALAI LAMA)


"Dê a quem você Ama :
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar... "

Dalai Lama


MUITA LUZ!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013


A maior propriedade de uma pessoa não é possuir muitos conhecimentos,
Mas sim ter um coração cheio de amor,
Ouvidos abertos para ouvir e
Mãos dispostas para ajudar.
        MIA PÚRPURA


MUITA LUZ!

terça-feira, 30 de julho de 2013

BLOGAGEM COLECTIVA - ESTE É O MEU TEXTO DE PARTICIPAÇÂO


UMA ESTRELA CHAMADA FÉ
Amanda ficou olhando para a tela de seu PC sem entender o porquê alguém escrevera aquilo, com que intuito? Queria poder entender o que faz uma pessoa ser tão amarga e cruel cometer tamanha violência em escrever palavras tão duras e sem coerência. Será que era uma pessoa conhecida ou meramente passara por ali e resolvera descarregar todo seu ódio e dor em uma única pessoa que teve a infelicidade de estar em seu caminho virtual. Pensou ser uma figura feminina pela maneira de escrever talvez estivesse enganada. Ela e seu único amigo que fizera no curso de psicologia ficavam analisando as pessoas em segredo, não profissionalmente e sim por pura diversão. A muito queria deixar o curso por não se adaptar, não era o que sonhara para sua vida, porem o que queria realmente não importava. ter um diploma em mãos seria o maior orgulho para seus tutores. Voltou a se fixar na tela, sempre se distraia quando lembrava no quanto estava infeliz, será que a intenção daquela pessoa cruel era acabar ainda mais com seus dias?
Resolveu então fazer uma análise mais aprofundada daquela mensagem e o que estava por detrás dela. Pela primeira vez na vida sentiu um arrepio na espinha, aquelas palavras duras e amargas eram um sinal, pensou. Olhou de novo para a tela e teve a certeza, repetiu para si mesma, é mesmo o sinal de que eu tanto precisava.
Amanda, não era uma pessoa crente, há muito que deixara de acreditar fosse no que fosse, depois de perder a família num trágico acidente, os seus tios acolheram-na em sua casa e ficaram como seus tutores, eram muito boas pessoas, acreditavam em Deus e iam à missa todos os Domingos de manhã, claro que ela os acompanhava, mas só por cortesia porque tudo aquilo nada lhe dizia. Um dia ao regressarem da missa a tia disse-lhe:
- Amanda, estou bastante preocupada contigo, estás sempre apática, não participas na missa nem nada te parece entusiasmar.
- Tem razão tia, desculpe, não a quis ofender, nem envergonhar na missa, mas se eu não rezo é porque já não acredito em Deus. Se deus existe, porque é que me deixou sem a minha família? Não acha que para uma criança de seis anos, perder o pai, a mãe e o irmão naquele estúpido acidente, é cruel demais?
- Amanda, acho que seja cruel e que deves de ter sentido que o mundo caiu em cima de ti, de tão pesado que ficou, mas isso não é motivo para culpares a Deus. Com o tempo verás que tudo tem um motivo de ser, os desígnios de Deus são insondáveis. Tu tornaste-te uma bela mulher, nós tomámos conta de ti e fizemos o melhor que pudemos, para nós és como uma filha, mas sinto que a partir daqui tens de ser tu mesma a achar o teu caminho.
- Desculpe tia. Respondeu Amanda abraçando a tia aos soluços. – Eu adoro-vos, só que sinto-me perdida, só isso.
- Sabes minha filha, tu não acreditas em Deus, nem tens por isso Fé, como queres tu ter esperança sem Fé? Se queres encontrar o teu caminho, encontra primeiro dentro de ti própria, a tua própria Fé, aprende a gostar de ti, mas principalmente procura dentro do teu coração quem tu és realmente, pois só aí terás a resposta que procuras há tanto tempo.
Amanda ainda tinha bem presente esta conversa que tivera com a tia na sua cabeça, não conseguia deixar de pensar nas suas palavras e agora isto escrito na tela, queria mesmo dizer algo. Levantou-se e tomou uma decisão.
- Tia vou sair, vou anular a minha matrícula do curso de psicologia, já o devia de ter feito há muito.
- Amanda, tens a certeza? Sabes ter um curso ajuda muito a encontrar um emprego estável.
- Lamento tia, mas eu não quero um emprego estável, quero fazer algo em que seja eu própria a dar o melhor de mim, a fazer aquilo que melhor souber fazer, mas que seja de alma e coração sem pensar no ordenado ao fim do mês. Lamento desiludi-la. Fechou a porta e saiu.
Sentia-se mais leve, muito melhor ao sair da faculdade, não sabia o que iria fazer dali para diante, uma coisa tinha a certeza, não ia fazer mais aquilo que realmente não gostasse. O dia estava lindo, cheio de sol, atravessou o parque calmamente e pela primeira vez, depois de passar ali todos os dias é que reparou no chilrear das andorinhas e nos seus voos atarefados a fazer os ninhos. Estranho, pensou, como é que eu não as vi antes? Resolveu sentar-se numa esplanada que havia no parque e tomar um refresco, apetecia-lhe estar sozinha. Foi então que reparou numa senhora que gesticulava e que chamava bastante atenção. Ficou intrigada e resolveu ir verificar o que se passava.
- Desculpe, posso ajudá-la de alguma forma?
- Tem graça, é a primeira pessoa que se me dirige a mim a oferecer ajuda. A menina gosta de animais?
- Sim, gosto muito, quando tinha seis anos tive um cão o patudo, mas morreu…
- Como é que te chamas?
- Amanda. E a senhora?
- Rosária.
Amanda ficou em estado de choque por uns momentos, recompôs-se e só foi capaz de dizer: - A minha mãe também se chamava Rosária.
- Hum, disse Rosária, queres acompanhar-me até à minha casa? Bem, não é propriamente uma casa, deixa avisar-te que é mais um refúgio que eu criei para todos os meus amigos e eu também vivo lá.
- Ok, aceito, agora deixou-me curiosa.
- Sabes Amanda eu estava lá no parque a reclamar porque as pessoas são más, não tem coração. Sabias que todos os dias abandonam no parque muitos animais? Este que trago agora connosco foi abandonado há bocado, por um senhor, confrontei-o quando o vi largar o animal e virar as costas, ele não gostou do que lhe disse e assim que se começou a juntar muita gente e antes de tu chegares ele fugiu, deixando este pobrezinho para trás.
- Estou chocada Rosária, não fazia idéia. Mas que horror, que maldade!
- Bem minha amiga, chegamos ao “refúgio da bicharada” da mãe Rosária, sabes é assim que eu lhe chamo, porque eu sinto-me mãe de todos eles. Dizendo isto abriu os portões. Amanda estava sem palavras, parecia que se tinha aberto uma porta para um outro mundo. Cães, gatos, pássaros, tartarugas, poquinhos-da-índia e até um burro velhinho ali estavam.
- Rosária, meu Deus como é que consegue tratar de todos estes animais, cuidar das suas feridas e alimentá-los. Recebe alguma ajuda do governo?
- Rosária neste momento ria a bom rir. Ajuda do governo, ó minha filha se eu estivesse à espera disso, já tínhamos morrido todos. Não, não possuo ajuda do estado, dependo apenas da boa vontade alheia, dos donativos que me dão, de pessoas de bom coração que por vezes aqui me vêem ajudar a cuidar deles e que sempre trazem consigo um pacote de ração ou algo mais.
- Só isso? Exclamou Amanda. Mas isso é uma incerteza todos os dias, como é que a Rosária sabe que, quando se levanta de manhã que vai ter comida suficiente para todos os animais? E os medicamentos?
- Certezas não tenho. Mas vou-te confessar uma coisa, mesmo naqueles dias em que o alimento é pouco para todos, levanto a cabeça para o céu e agradeço a Deus, pelo pouco alimento que lhes estou a dar, agradeço a Deus porque junto com a pouca comida que estão a receber, consigo lhes dar junto com a ração, uma porção extra, que é todo o amor e carinho de meu coração. Aí sim, nessa altura eu tenho a certeza de que estão bem alimentados, tanto fisicamente como espiritualmente, por isso fico tranquila e penso que está tudo bem.
- E depois? Se acaba de dar tudo o que tinha como é que sabe que vai arranjar mais para amanhã?
- Amanda, só existe um jeito de saber isso. Com muita Fé!
A Fé faz milagres, sabias? Se tivermos Fé, acreditamos. Se acreditamos, tudo pode acontecer. Se tudo pode acontecer, então é porque aprendemos a confiar. Se confiamos é porque temos a certeza de que na sua infinita bondade Deus pai, nunca nos abandona, por isso sigo em frente dia após dia, sem questionar, sem me lamentar e não levo nada comigo quando saio para a rua além da minha profunda Fé, mas trago de volta ao fim do dia, além de mais amigos de quatro patas, claro, sacos de ração e almas bondosas como tu.
Amanda tinha agora os olhos rasos de lágrimas, olhou em volta e viu a expressão de gratidão e de ternura com que todos aqueles olhinhos a fitavam. Abraçou a Rosária com muita força e entre soluços fortes disse:
- Bem haja, por cuidar deles. Bem haja por me ter ajudado, pois estava perdida. Rosária, posso trabalhar aqui consigo e ajudá-la a cuidar de todos estes patudos?
- Claro que sim, nada me faria mais feliz do que ter-te aqui todos os dias.
Amanda, passou pelos portões da quinta da Rosária em alta velocidade, mal podia esperar por chegar a casa, até sentia o estômago às voltas de tanta emoção e alegria.
- Tia, Tio quero contar-lhes uma coisa muito importante, sentem-se.
- O que se passa, estás a deixar-nos preocupados.
- Não está tudo bem, não se preocupem. A tia lembra-se daquela conversa que teve comigo à saída da missa?
- Sim.
- Pois é, hoje quando saí da faculdade depois de anular o curso, aconteceu-me algo extraordinário. Descobri que Deus existe, não da forma como me tinha sido ensinado, mas existe sob a forma de pequenas atitudes, sob a forma de pessoas aqui na terra que dão tudo de si para ajudar os outros. Deus existe mesmo nas pequenas coisas! Descobri também que a Fé mora dentro de cada um de nós, e que nada mais é do que uma estrela pequenina que nos aquece a alma, mesmo nos dias em que tudo parece ir mal, é aí que ela começa a brilhar tanto, mas tanto, que nos obriga a andar para a frente, então é nessa altura que os milagres acontecem!
Eu descobri que também tenho,
uma estrelinha chamada FÉ!!!

MIA PÚRPURA (Ana Maria)
                   

sexta-feira, 26 de julho de 2013


Ainda que Não Falem a Mesma Língua,
Partilham os Mesmos Sentimentos,
E Amam-se Incondicionalmente!
Assim é a Natureza, Simples.
MIA PÚRPURA

MUITA LUZ!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PAPA FRANCISCO


Que Deus o abençoe também a si Papa Francisco.
Sem dúvida o Líder espiritual que tanta falta fazia na Igreja Católica.
Tal como S.S. o Dalai Lama promove e luta pela paz e união entre os povos do mundo, chega agora mais uma voz a do Papa Francisco, para se juntar a esta batalha pacífica, pela fim das guerras, pelo fim da fome, pelo fim do sofrimento entre tantas outras coisas, pela 
PAZ NO MUNDO!

MUITA LUZ!




terça-feira, 23 de julho de 2013

O LOBO E O BURRO DOS TEMPOS MODERNOS

Esta história já não é uma história recente, mas não posso deixar de a partilhar aqui convosco porque além de muito comovente e ternurenta ela é verdadeira. 

No dia 9 de Maio de 2007, foi capturado um lobo, perto de Patok, no Norte da Albânia e foi colocado numa jaula aberta. Como não sabia de que o alimentar, tornou-se mais fácil para o seu captor fornecer-lhe "comida viva", ou seja nada mais nada menos do que um burro muito velho, que tinha sido abandonado pelos seus proprietários devido à sua avançada idade. 
É aqui que o inesperado aconteceu!
O lobo que supostamente deveria de atacar e comer o burro, pois foi com essa intenção e malvadez que o homem colocou os dois animais nesta delicada situação, olharam um nos olhos do outro e tornaram-se amigos!!!
O homem que capturou o lobo era conhecido pela sua ganância, prepotência, egoísmo e por ser um homem violento, mas nem todas estas péssimas qualidades a subjugar estas duas almas, as impediu de criar uma amizade e um elo tão grande um pelo outro que se tornaram inseparáveis!

O caso tornou-se público na Albânia e cerca de 12.000 pessoas escreveram ao Governo Albanês a pedir que a vida do burro fosse poupada e que o lobo fosse solto em liberdade. Os cidadãos exerceram tanta pressão, até recorreram à televisão para expor o caso e conseguiram finalmente que os dois animais fossem libertados e livres do cativeiro deste homem sem escrúpulos. 

Conta-se que o burro pastava livremente pelos pastos e que o lobo de tempos a tempos descia das montanhas para o visitar e ficavam algum tempo juntos. 

MUITA LUZ!

Imagem retirada de :http://write-andride.blogspot.pt/2012/04/wolf-and-donkey-modern-parable.html

Para consulta visite: http://www.gut-aiderbichl.at/aktetier/aktetier_1038.pdf

quinta-feira, 11 de julho de 2013


“As coisas não existem da maneira que pensam os homens comuns e ignorantes da Verdade: elas existem no sentido de que não têm realidade própria. E desde que elas não existam na realidade, são uma ilusão que é decorrente da ignorância. É a essa ilusão que se apegam os homens ignorantes da Verdade. Eles consideram todas as coisas como reais, quando, na verdade, nenhuma é real.”

MUITA LUZ!

Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o autor

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A SABEDORIA DOS ÍNDIOS


O Deus que habita no meu coração,
Saúda o Deus que habita no seu coração.
Mais radiante do que o Sol. 
Mais puro que a neve. 
Mais subtil que o éter.
Esse é o Ser, o Espírito dentro do coração de cada um de nós.
Esse ser sou eu,
Esse ser é você,
 Somos todos nós.
 Ele está em si,
 Ele está em todo o lado.


MUITA LUZ!

domingo, 30 de junho de 2013

PALAVRAS DE BUDA


“Todos os seres e todas as coisas são constituídas de uma mesma essência, embora pareçam diferentes segundo as formas que tomam, em consequência das influências que recebem. Como se formam, agem, e como agem, são. Imaginemos um oleiro que fabrique vasilhas diferentes com o mesmo barro. Cada uma dessas vasilhas terá seu destino, pois uma servirá para arroz, outra para manteiga, outra para leite e algumas serão usadas para depósito de impurezas. Não há diferenças no barro empregado. A diferença está no modelo dado pelo oleiro, segundo os diversos usos requeridos pelas circunstâncias.
Analogamente, todos os seres evolucionam de acordo com uma só lei e se destinam ao mesmo fim, que é o Nirvana.”

“Cada qual pagará a si mesmo pela má acção que cometeu. Praticando uma boa acção, cada qual se purificará a si mesmo. Não se podem purificar uns aos outros. Minhas obras são meu bem; minhas obras são minha herança; minhas obras são o seio que me leva; minhas obras são a raça à qual pertenço; minhas obras são meu refúgio. Em parte alguma existe alguém que esteja ao abrigo das consequências de seus próprios actos.”
SIDDHARTHA GAUTAMA
MUITA LUZ!

domingo, 23 de junho de 2013

PENSAMENTO ZEN


“Não busco recompensa alguma, nem mesmo renascer num paraíso; procuro, porém, o bem dos homens, procuro reconduzir os que saíram do Caminho, alumiar os que vivem nas trevas e no erro, banir do mundo toda pena e sofrimento.”
(Autor Desconhecido.)

MUITA LUZ!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SOLSTÍCIO DE VERÃO - LITHA



Hoje dia 21 de Junho de 2013, aqui no Hemisfério Norte o solstício de Verão começou às 06:04 da manhã. É o Dia mais Longo do Ano, onde o Sol com todo o seu esplendor, espalha os seus raios sobre a Terra, com grande intensidade. É o Solstício de Verão LITHA. Comemora-se o assim Dia mais longo do Ano, o pico da luz Solar e as promessas de fertilização da Terra. A Deusa e o Deus, encontram-se no seu auge de Energia Vital, sendo o clima de plena Abundância e de Realização. O Deus Conífero é coroado como o Senhor da Luz, nesta época de fartura e de mudança.

A Deusa e o Deus, depois de se terem casado em Beltane, vivem agora a Êxtase da união, é o momento em que o Sol atinge o seu auge e as flores e toda a natureza se encontram repletos de cor e de nova vida. Nesta altura do ano, o Deus já está adulto e torna-se o pai dos grãos que irão nascer, a colheita estará próxima e fértil. Em toda a sua plenitude o Deus Conífero traz a promessa de total fertilização com o sucesso do seu enlace com a Deusa Mãe.

Mas ao mesmo tempo que este é o auge do Deus, também é o prenúncio do seu declínio, uma vez que nesta altura ele após ter cumprido a sua função de fertilizador, dá o seu último beijo à sua amada e caminha em direcção ao País de Verão, utilizando a Barca da Morte, para ir morrer em Samhain.

Algumas tradições Wiccas, celebram também a despedida do Reinado do Deus Carvalho, como Senhor do Ano Crescente e o início do Reinado do Deus Azevinho, como Senhor do Ano Decrescente, que irá durar até Yule. Este é o único Sabbbath, onde se fazem feitiços, pois acredita-se que o seu poder mágico é enorme.


Este é o momento ideal para se fazer pedidos, que serão com certeza realizados com a força da Mãe natureza.

RITUAIS PRATICADOS EM LITHA:

- No Norte de África e na Europa, colhe-se as ervas medicinais e mágicas, acredita-se que neste dia a plenitude da força do Deus Conífero, ficará impregnada nas ervas e assim elas terão mais poder de cura e magia.

- Banhos purificadores são feitos hoje em cachoeiras, rios e fontes.

 - Acredita-se que tudo aquilo que for pedido em LITHA, será realizado e todas as formas de magia, principalmente as de amor, serão mais fortes.

- Neste dia os amuletos do ano anterior são queimados e feitos novos amuletos e talismãs de protecção, bem como poções e filtros.

- É tradição saltar hoje a fogueira, para afastar e se livrar de toda a espécie de negatividade e maus flúidos, dando deste modo continuidade à grande fogueira de Beltane, onde por tradição esta fogueira era acesa com ramos de Carvalhos e Abetos, duas árvores sagradas para o povo celta.

- Cortam-se neste dia as Varinhas e Bastões.

Para ficar em Sintonia com este Sabbath:

- Incensos: Olíbano; Pinho; Rosa; Glícinia; Limão e Mirra.
- Velas: Azul e Verde.
- Pedras Preciosas: Todas as pedras de cor verde, em particular o Jade e a Esmeralda.
- Ervas Tradicionais: Erva-de-São-João; Glícinia; Verbena; Feto Masculino; Tomilho Selvagem; Camomila; Funcho; Cânhamo; Rosas; Cinco Folhas; Espera; Lavanda; Pinho; Artemísia e Sabugueiro.
- Utilize roupas bastante alegres e vivas, de preferência cores como o amarelo, o verde ou o azul.
- Os Alimentos tradicionais neste Sabbat são: Frutas e Vegetais Frescos de Verão, Pão de Centeio Integral, Hidromel e Cerveja.

Muitos Monumentos estão alinhados com o Sol, nesta altura do Ano Celta, sendo provavelmente o mais conhecido Stonehenge.

Para terminar, não se esqueça que a noite de hoje pertence às Fadas, aos Duendes, aos Elfos e a todos os restantes Elementais, uma vez que eles hoje celebram a vida em todo o seu esplendor e harmonia, correndo livres e soltos pelos bosques e clareiras na terra. Por isso não se esqueça de deixar uma pequenina oferenda no jardim ou no pátio da sua casa, para estes maravilhosos seres, com toda a certeza eles irão ficar agradados. 
Numa Taça Consagrada coloque:

- cerveja, ou pastéis e doces, ou leite, queijo. Pode também optar por colocar frutas como maçãs, ameixas, pêras ou pêssegos.
- Mel; ou ervas aromáticas como o gengibre, o louro, o tomilho, o alecrim ou a canela.
- Ou como alternativa, é sempre uma excelente idéia deixar-lhes uma pequena porção da refeição que comeu neste Sabbath.

Neste dia na antiga Cornualha, era costume não repreender nenhuma criança que derramasse leite, porque o leite derramado era considerado como sendo um presente para as Fadas. Daí se dizer: “Nunca chores sobre o leite derramado” o que seria considerado uma ofensa para as fadas. 

Desejo a todos um Auspicioso LITHA, 
cheio de Bençãos. 

MUITA LUZ!

Imagem retirada de pesquisa na net, desconheço o autor.

WILD SPIRIT

Muitas Almas Reencarnam nesta Vida Como Espíritos Livres E é Assim que Permanecemos até ao Resto das Nossas Vidas, Teimosamente livres!     ...