sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

FLORBELA ESPANCA - POETAS


Aí as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!


       Florbela Espanca

MUITA LUZ!

ETERNO FLUIR, ETERNO SENTIR, PARA SEMPRE, INTENSAMENTE....

Este último ano tem sido um mar revolto de finais e recomeços, de alegrias inesperadas e tristezas anunciadas. Todas as pessoas me acham for...