sexta-feira, 21 de novembro de 2014

FÁBULA DO RELÓGIO


Conta a lenda que, numa antiga relojoaria famosa e muito frequentada, existiam muitos relógios belos e recém-construídos. Os relógios tinham diversos tamanhos, cores e formas. Um dos relógios que acabara de sair da fábrica já estava cansado de ficar naquela loja triste; naquele local fechado, sem luz e sem vida. Então, ele disse aos demais:

- Vou trabalhar melhor do que todos vocês, pois assim virá um comprador e me levará daqui o mais rápido possível.


O jovem relógio então começou a tentar realizar seu trabalho com toda a eficiência possível. No entanto, ele estava com muita pressa de mostrar serviço, e no ímpeto de seu desejo por produtividade, acabou adiantando os seus ponteiros e marcando as horas erradas. Outros relógios fizeram a mesma coisa. Com pressa de mostrar serviço para atingir seus objectivos de serem escolhidos e apreciados pelos compradores, adiantaram-se também bastante. Alguns chegaram a avançar 2 ou 3 horas do tempo real. Havia também os jovens relógios que eram mais preguiçosos, e faziam corpo mole. Esses de tanto desânimo e moleza, acabaram por se atrasar. Alguns deles estavam tardios em 2 horas ou mais. Outros relógios mais jovens não queriam sequer trabalhar, e antes mesmo de serem vendidos já estavam com seus ponteiros parados, sem marcar a hora.

Havia, no entanto, alguns relógios que não tinham nem pressa nem preguiça, não estavam desejosos em serem comprados por ninguém e procuravam apenas entrar em harmonia com o seu ritmo natural. Dessa forma, conseguiam sempre marcar as horas correctas. Eles sentiram que bastava apenas serem naturais e pontuais, seguindo os seus próprios ritmos, e em sintonia real com o passar do tempo. Esses relógios foram os favoritos dos visitantes e os primeiros a serem comprados.

Assim também são os seres humanos e tudo o que existe na natureza. Muitas vezes queremos ser “comprados” pelos outros, apreciados, sermos elogiados e exaltados pelos demais. Mas quando seguimos o nosso ritmo natural, em harmonia com o ritmo da vida, sem pressa nem moleza, sem ansiedade e sem estagnação, vivemos uma existência de pura naturalidade e de paz, em harmonia com o ritmo universal.

Você só conseguirá sair do local fechado, triste e obscuro da loja de relógios da vida quando se harmonizar com o seu ritmo interior em sintonia com o ritmo universal. Estar de acordo com a vida e com a realidade é a melhor forma de expressar a verdade do que você é em ressonância com a verdade universal.
        Autor: Hugo Lapa 

Namasté!

MUITA LUZ!

3 comentários:

  1. Gostei da história e da conclusão.
    Que o nosso relógio interior continue com o ritmo desejado.

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  2. Gosto de fábulas e essa, linda! bjs, ótimo fds! chica

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  3. Minha amiga de se aplaudir de pé, este autor que não conhecia, escreveu um texto belíssimo e profundo, parabéns a ele e a você por compartilhar, bjos Luconi

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