quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MERCADO DO LIVRO


No passado dia 8 de Novembro, teve inicio um novo ritual no coração da nossa Lisboa no 
Rua de São Pedro de Alcântara, nº 81, 1250-238 Lisbon, Portugal

onde a troca vem substituir o pagamento e é a partilha que define o modo como nos relacionamos. Dar antes de receber e dar para receber.

Nesta biblioteca aberta a todos, os livros não se compram nem se vendem: n'O Mercado do Livro a divisa é a própria obra e o valor é pessoal e absolutamente relativo... 

Quase todos os livros serão bem vindos - apenas os manuais escolares e livros infantis não estão convidados.
Todas as segundas terças-feiras do mês teremos um evento de troca de um livro por um copo do vinho. Durante o resto do mês para se levar um livro é preciso deixar dois. Assim asseguraremos o crescimento saudável desta biblioteca e uma maior oferta para todos aqueles que queiram participar.

Com o seu nome na contra-capa sabe-se lá quem o levará e a viagem que fará rumo à mão do próximo leitor. Numa perfeita troca de papeis esperamos que em breve seja o livro o viajante, mão em mão até à próxima biblioteca. Mão em mão até à próxima viagem.

Iremos também lançar um novo cocktail de homenagem a esta cidade...Feito exclusivamente com ingredientes Portugueses, como já dita a lei da casa, e inspirado numa receita deixada quase como segredo nas costas de um guardanapo...Assinado pela Menina Lisboa, apresentamos o novíssimo Miss Lisboa!
Venha ler um copo e beber um livro! Ou beber um copo e ler um livro, como queira...

E lembre-se de que deste modo também está a contribuir para melhorar o ambiente, pois este é um excelente meio de reciclar livros e divulgar conhecimentos.

Muita Luz!

Para aceder à página deste evento consulte:
(Imagem deste texto retirada da net, desconheço o autor)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

RESERVA NATURAL DE TAMBOPATA

A Reserva Natural de Tambopata é o local  com maior biodiversidade no nosso planeta, fica situada na bacia da floresta amazónica do Peru e possui 275 mil hectares. Uma característica interessante é que é possível caminhar mais de um kilómetro pelo meio das árvores da Reserva sem encontrar duas espécies iguais. Existem na Reserva mais de 700 espécies de aves, 1200 borboletas, 90 mamíferos e 120 répteis. Mas esta Reserva só existe hoje devido à teimosia e coragem de um homem, Victor Zambrano.

Victor hoje com 65 anos, nasceu na cidade de Puerto Maldonado, nos arredores de Tambopata e passou toda a sua infância numa quinta que os seus pais possuiam junto da Reserva. Desde pequeno que aprendeu a respeitar as árvores, as plantas e os animais. Apesar de se ter ausentado na sua adolescência para Lima Capital do Peru para estudar e mais tarde se ter alistado na marinha, o que o levou a ficar muito tempo afastado da selva, quis o destino que em 1987 voltasse a Tambopata. Mas ao regressar Victor Zambrano deparou-se com o facto de a quinta que pertencia à sua família ser agora propriedade de uma cooperativa agrícola de colonos, e segundo as suas palavras. “Encontrei um local sombrio, em vez da floresta da minha infância. Descobri terra queimada e algumas árvores e animais  a lutarem pela sobrevivência.” Foi nessa altura que Victor decidiu lutar para reaver as suas terras que tinham sido tomadas ilegalmente com o objectivo de as devolver à selva. Mudou-se para Puerto Maldonado onde vivia numa cabana de madeira, enquanto travava uma batalha legal que durou quatro anos, onde teve de confrontar os colonos que continuavam a destruir a floresta. Victor recebia ameaças de morte, mas continuava a sua luta e plantava mais árvores. Um certo dia os agricultores tentaram despejá-lo à força, mas Victor enfrentou-os apesar de eles serem muitos colocando uma faca no seu próprio peito e ferindo-se para lhes demonstrar que se o queriam tirar das suas terras, teriam de o matar primeiro. Quando os colonos o viram a sangrar, foram-se embora. Os seus vizinhos passaram a respeitá-lo pois ele era alguém que estava disposto a morrer pela sua selva. Quando finalmente conseguiu recuperar as suas terras tinha pela frente uma enorme tarefa, a reflorestação de toda aquela área. “Com uma pequena ajuda, a natureza consegue curar-se. A terra árida que encontrei onde o gado pastava, é agora selva outra vez” diz Victor orgulhoso. Hoje a Reserva possui mais de 19 mil árvores plantadas por Victor e 120 espécies de plantas, voltaram os veados, os jaguares e as gibóias entre outros comenta, lembrando-se que a primeira árvore que plantou foi um castanheiro que agora mede 20 metros. A sua quinta de 36 hectares foi declarada como área privada protegida. Como recompensa Victor Zambrano ganhou de volta a sua casa, a sua selva e o seu paraíso de infância.


Bungalow ecológico dentro da Reserva Natural de Tambopata.


Reportagem de Sengo Pérez, Metro World News no Peru.

Foto de Victor Zambrano retirada do site:
Foto de Bungalow retirada do site oficial da Reserva em:


domingo, 27 de novembro de 2011

GÊNIOS DA HUMANIDADE

As pessoas nascidas nos dias 19/03, 31/05, 12/08, 05/01 e 24/10 são chamados “Senhores dos Sacrifícios” pois conseguem afastar o génio contrário no seio de uma família ou de um grupo. São seres muito especiais, ao nível cósmico eles produzem a força total da consciência, representando uma aliança com Deus. A energia que utilizam é a da linguagem. São chamados de “Senhores dos Sacrifícios” porque em suas outras vidas forneceram um nível superior de consciência para o grupo ou para a família em que estavam inseridos. Helena Blavastsky afirmava que estes seres eram pilares de luz, o princípio Divino que se encontra instalado na forma humana.
Os Gênios da Humanidade possuem leis e costumes admiráveis, mas têm de aprender a vibrar de um modo mais positivo e terem mais coragem, não se deixando conformar com as opiniões correntes das massas. Possuem muito respeito pelos seres humanos, honrando as suas palavras. São almas imortais que viveram durante muitos séculos seguidos aqui na terra.
Esta Hierarquia chamada “Anjos da Humanidade”, são representações simbólicas do cuidado protector que Deus tem com a Humanidade.  As pessoas nascidas nesta hierarquia, não possuem um Anjo específico, porque já são dotadas de uma essência angelical muito forte, isto como ocorrência de terem praticado noutras vidas actos humanitários, através dos quais deram as suas próprias vidas em benefício de um grupo ou família. No entanto no horário do seu nascimento, havia um Anjo presente para o ajudar nesta nova vida, por conseguinte se você conhece a sua hora de nascimento será fácil saber qual será o seu Anjo. Se não souber pode escolher um de entre os 72 Anjos da Guarda.
Extraído do livro “A Magia dos Anjos Cabalistícos” de Monica Buonfiglio.
Até hoje ainda só conheci duas pessoas que faziam parte desta hierarquia de “Gênios da Humanidade”, a minha querida amiga Minda e o meu amigo Luca Boti, ambos já desencarnados mas que estão sempre comigo com a sua luz branca!
Muita Luz!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ANJOS


Estudo Angeologia há muitos anos, é um ramo das Ciências Esotéricas que me fascina e que tem sempre algo de novo. Comecei a ler Mônica Buonfigllio quando lançou o seu primeiro livro e tudo fazia sentido, fiquei absorta e fascinada, enviei-lhe um mail e surpresa tive resposta, desde aí trocamos mails e é a minha escritora preferida. Para mim os Anjos fazem parte de um mundo que hoje se encontra muito longe da maior parte dos seres humanos, felizmente não todos, pois ainda existem pessoas que acreditam naquilo que os olhos não veêm, como eu. Santo Agostinho acreditava que os Anjos possuem as suas próprias virtudes e direitos e que agem sempre em nome de Deus. Porque acreditamos em Anjos? Os Anjos existem por mais íncrivel que pareça em todas as religiões, são seres Iluminados que se encontram num Plano Astral acima do nosso, apesar disso nunca nos abandonam ficam sempre por perto à espera de que nós lhe peçamos ajuda, pois não podem interferir nas nossas vidas sem o nosso prévio pedido, conhecem as modificações do sistema nervoso do ser humano através das alterações da cor da nossa Aura.
A palavra Anjo tem a sua origem no grego “Angelus”e significa o Mensageiro ou Emissário de Deus.

Os Anjos são 72 e estão divididos em nove hierarquias angelicais:

Categoria dos Serafim, que simbolizam a caridade e a inteligência.
Principe: Metatron.

Querubim, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
Principe: Raziel.

Tronos, que simbolizam a grandeza divina, através da música.
Principe: Tsaphkiel.

Dominações, governam o universo e atendem mais rapidamente quando utilizamos os instrumentos mágicos para efectuar as invocações.
Principe: Tsadkiel.

Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
Principe: Camael.

Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
Principe: Raphael.

Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservam também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
Principe: Haniel

Arcanjos, responsáveis pelas transmissões de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
Principe: Mikael.

Anjos, que cuidam da segurança do indivíduo no seu corpo físico.
Principe: Gabriel.

Este texto foi extraído do livro “Anjos cabalísticos” de Monica Buonfiglio.

Muita Luz!



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

OGHAM



O Alfabeto Ogham teve a sua origem no Deus Mitológico Ogma, que pertencia à tribo dos Tuatha de Damann.
Ogma era um guerreiro exímio e possuía dons artísticos inigualáveis, ficando a ser conhecido como "Aquele que possuí o conhecimento do Carvalho". A palavra Ogham deriva de Oga-ama que significa propriedade e mãe, ou seja " Propriedade da Sacerdotisa". Ogma terá sido deste modo o filho mais querido da Deusa e o escolhido para receber o "conhecimento" através do Alfabeto Ogham, para que o conhecimento da época ficasse registado de tal modo que não fosse do domínio público. Este Alfabeto está intimamente ligado aos Celtas e à Cultura Celta, sendo utilizado quase sempre por Druidas e Bardos.
É considerada a forma mais antiga de escrita da Escócia e da Irlanda. Pode ainda ser encontrada nos nossos dias em pedras altas e estreitas, em formas de adorno em peças feitas de ossos ou bronze e em paredes de cavernas.
Existe muita polémica em torno deste Alfabeto, uns acham a sua forma de escrita "estranha" outros argumentam que não existem evidências históricas suficientes sobre o mesmo, uma coisa posso vos dizer, é que o Povo Celta era um povo de guerreiros, agricultores, metalúrgicos e um Povo muito ligado às artes, à poesia, à música e às artes divinatórias. Mas acima de tudo nutriam um profundo respeito pela Natureza, sob a forma de Mãe celebrando rituais e festas em sua honra e em honra da própria vida.
Gosto especialmente do Espírito Celta de agradecer e honrar as pequenas dádivas com que a natureza nos brinda, gosto de ouvir a voz das árvores e o riso do vento. Da sabedoria deste Povo tão especial que falava com os elementais e respeitava todas as formas de vida.
Num outro post publicarei aqui o significado do Alfabeto Ogham constituído por um grupo de vinte caracteres e que era geralmente utilizado para artes divinatórias na Cultura Celta. Bem como das vinte árvores sagradas que dão o nome às letras do Alfabeto Ogham.

Muita Luz!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011



Balada de Lisboa

Em cada esquina te vais 
Em cada esquina te vejo 
Esta é a cidade que tem 
Teu nome escrito no cais 
A cidade onde desenho 
Teu rosto com sol e Tejo 

Caravelas te levaram 
Caravelas te perderam 
Esta é a cidade onde chegas 
Nas manhãs de tua ausência 
Tão perto de mim tão longe 
Tão fora de seres presente 

Esta e a cidade onde estás 
Como quem não volta mais 
Tão dentro de mim tão que 
Nunca ninguém por ninguém 
Em cada dia regressas 
Em cada dia te vais 

Em cada rua me foges 
Em cada rua te vejo 
Tão doente da viagem 
Teu rosto de sol e Tejo 
Esta é a cidade onde moras 
Como quem está de passagem 

Às vezes pergunto se 
Às vezes pergunto quem 
Esta é a cidade onde estás 
Com quem nunca mais vem 
Tão longe de mim tão perto 
Ninguém assim por ninguém

Manuel Alegre, in "Babilónia"

Muita Luz!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ADIRA AO PROJECTO "SAVED"

A Green Thing lançou o projecto "Saved" uma excelente iniciativa de resgate de Tshirt's usadas que as pessoas puseram de parte, mas que ainda estão em condições de ser vestidas, para a sua posterior transformação noutro produto. Nas peças de roupa usadas a Green Thing estampa a palavra "Saved" ou "Salva" em português, o que significa que o objecto está a ser reutilizado evitando deste modo que se verifiquem desperdícios de materiais.
Para o arranque do projecto celebridades doaram 5 Tshirt's que se encontram a concurso, sendo entregues às primeiras 5 pessoas que adivinharem quem eram os seus donos.
O sorteio realiza-se uma vez por semana e já foi entregue a primeira peça que pertencia ao Rapper Tinchy Stryder.
Também pode ajudar e participar nesta iniciativa ao doar as suas Tshirt's que já não usa mais a esta causa, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade e para um consumo muito mais consciente.

Para saber mais acerca desta iniciativa acesse o link:
http://www.greensavers.pt/2011/07/07/t-shirts-usadas-revendidas-a-favor-da-sustentabilidade/

Muita Luz!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESTARÁS SEMPRE NO MEU CORAÇÃO, LUCA BOTI !


Hoje é um dia triste para mim, faz hoje um ano que me morreu um amigo muito especial. Dedico-lhe este poema de Nicholas Sparks, parece que foi feito à medida.

“A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá”.
Nicholas Sparks


Agora eu não tenho lá muito jeito para escrever, a minha irmã é que possui mais esse dom, mas de qualquer maneira, deixo-te aqui meu amigo por escrito tudo aquilo que sinto quando me lembro de ti. Descansa em Paz.

Sentir saudades é melhor do que caminhar sozinho.
É sentir a dor, é sentir a saudade da ausência, a cada instante maior.
Não conheci a tua face, não te ouvi a voz,
no entanto sinto-te aqui ao meu lado, e ouço o teu riso.
A falta que eu sinto tua, não me cabe no coração
Simplesmente escorre-me pelos olhos.
Até um novo amanhecer Luca.
BACI
Ana Maria Santos Alves
Muita Luz!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TIBETE - KALACHAKRA-TANTRA E SHAMBHALA

A Doutrina do Kalachakra ou Roda do Tempo, foi introduzida na Índia por volta do ano de 966 ou 967 d.C. por um homem santo chamado Tsilupa segundo uns, mas segundo outros foi introduzida por um rei de Sambhala chamado Scripala. De um modo ou de outro o certo é que esta Doutrina difundiu-se para o Tibete em 1027 d.C. marcando a data de origem do calendário Tibetano. No Tibete esta Doutrina ainda continua viva, mas na Índia foi completamente extinta.

Jonang Kalachakra Mandala
 O Kalachakra-Tantra é constituído por três partes: A parte Externa, a parte Interna e Outra. A parte Externa fornece uma descrição da origem do Universo bem como uma teoria da geografia e da astronomia onde se enfatiza a cronologia e a matemática. A parte Interna trata da formação do mundo psíquico, onde a experiência humana é constituída por quatro estados: vigila, sonho, sono profundo e orgasmo.  A Outra parte é então consagrada exclusivamente à prática da meditação na Mandala e nas Divindades, bem como às iniciações e ao estado de iluminação daí resultante.
Segundo a tradição tibetana, o Kalachakra -Tantra foi ensinado pelo próprio Buda ao Rei Suchandra em 880 a.C. quando o Rei o visitou em Andhra e lhe pediu orientações de como poderia conciliar os ensinamentos do budismo com seus deveres no dia-a-dia. Isto antes da época em que realmente viveu o verdadeiro Gautama, Suchandra seria assim filho de Shakya Shambha, membro do mesmo clã Shakya de Gautama Buda que, impelido pelos inimigos a fugir para Norte e por lá fundou o Reino de Shambhala.
Pintura Tibetana do Reino de Shambhala.

No Tibete o Reino de Shambhala é descrito como um lótus gigantesco de oito pétalas. À volta do perímetro exterior do lótus, existe uma cordilheira circular de montanhas altas cobertas de neve. Entre as oito pétalas do lótus, há oito cadeias menos altas ao longo das quais correm os rios de Shambhala. O centro, considerado o receptáculo da semente do lótus, é então rodeado por um pericarpo constituído por um anel interior de picos nevados mais baixos. Dentro desse anel, ligeiramente mais elevado sobre as pétalas, está Kalapa  a capital, com cerca de 60 km.
Em Tibetano Shambhala,  bde 'byung  que significa "Origem da Felicidade" é assim considerado um Reino Mítico associado à simbologia da “Fonte da Felicidade” desempenhando um papel crucial no Budismo Tibetano. Segundo a Lenda os salvadores da humanidade virão de Shambhala no momento em que o mundo for dominado pelas guerras e destruição. Os Tibetanos consideram-no um lugar onde é possível refugiar-se em tempos difíceis. Mas tanto no Tibete como na Mongólia esta lenda e as suas profecias chegaram mesmo a ser identificadas com pessoas e com poderes políticos bem reais, como foi o caso dos Mongóis que identificaram Genghis Khan como sendo a  reencarnação do Rei Suchandra de Shambhala.
O terceiro Panchen-Lama (1738-1780) já havia redigido um guia chamado “Sham-bha-la’i lam-yig”, ou  Guia para Shambhala” fornecendo indicações sobre  o caminho para esse reino, guia esse que hoje faz parte do cânon tibetano, no qual dá indicações para alcançá-lo que são em parte geográficas, mas também indica uma enorme quantidade de exercícios espirituais para a alcançar.  Para o XIV Dalai Lama Tenzin Gyatso, Shambhala existe unicamente como um Reino Espiritual, que só pode ser atingido através de uma prática intensiva de meditação acerca do Kalachakra.

Para aqueles que acreditam numa origem histórica para a lenda de Shambhala,  acreditam estar relacionada com a cultura budista que floresceu no oásis do vale do Tarim (atual Xinjiang, na China). Trata-se de uma área oval de 400 mil km², rodeada pelas cordilheiras nevadas de Kunlun, Pamir e Tien Shan, em cujos oásis noutros tempos terão existido vários principados budistas. O mais importante destes principados Budistas foi o Reino de Khotan, que existiu no lado sul dessa bacia até cerca de 1000 d.C. e cuja antiga capital é hoje chamada Hétián.
Esta lenda chegou ao Ocidente pelas mãos dos Portugueses Missionários católicos João Cabral e Estêvão Cacella, que ouviram falar de shambhala e deduziram ser outro nome dado a Cathay ou à china. No ano de 1833 o Húngaro Alexander Csoma de Köros fazia o primeiro relato geográfico acerca de “um país fabuloso situado entre 45º e 50º de latitude Norte”. Já no século XIX Helena Blavatsky aludiu ao mito de Shambhala, trazendo-o ao conhecimento dos ocultistas ocidentais, mas nunca desenvolveu este tema, seriam os seus discípulos Annie Besant e  C.W. Leadbeater, que formularam a ideia de ter sido uma cidade onde outrora teria sido forjada a "raça ariana" e onde nas suas ruínas os Iniciados continuariam a reunir-se periodicamente com as divindades governantes da Terra. Em 1926 e 1928 agente soviético Yakov Blumkin e o místico Nicholas Roerich, lideraram duas expedições ao Tibete para tentarem descobrir shambhala, também os nazistas Rudolf Hess e Heinrich Himmler, terão enviado expedições para o Tibete nos anos de 1930 até 1939 mas sem sucesso.

Para finalizar convém referir que várias obras de ficção foram inspiradas por esta lenda, dentro das quais a mais conhecida é o romance “Horizonte Perdido” de James Hilton no ano de 1933, onde Shambhala se transforma em Shangri-La, um imenso vale perdido nas montanhas Kunlun, que era utopicamente governado por uma lamaseria e onde as pessoas se tornavam quase imortais. O romance foi então adaptado para o cinema em 1937, pelo realizador Frank Capra.

Muita Luz!


(Imagem da Mandala de Kalachakra retirada 
Do site http://www.jonangpa.com/
Pintura tibetana da Shambhala retirada
do blog http://agartha-edicoes.blogspot.com)






terça-feira, 1 de novembro de 2011

SABBATH SAMHAIN

No Hemisfério Norte: 31 de Outubro 
No Hemisfério Sul: 30 de Abril ou 1º de Maio
Outros nomes que lhe são atribuídos: Festa das Maçãs, Festa dos Mortos, Halloween, Todos os Santos e Dia de Maio (no Hemisfério Sul)
“Samhain” é uma palavra de origem Celta, que deriva de “Samana” o Deus da Morte. Este dia fica situado entre o ano velho e o ano novo, altura em que as fronteiras entre o mundo físico e o mundo espiritual se abrem, facilitando deste modo a comunicação entre os dois mundos. Homenageamos os mortos nesta época, relembrando os nossos antepassados ancestrais, parentes e amigos que faleceram. Segundo a mitologia Celta, a Deusa despede-se do Deus Conífero, que deixa o mundo físico e retorna à escuridão para só voltar a renascer no próximo Sabbath  Yule. O nome que popularmente se dá a este dia como sendo o “Dia das Bruxas” tem a sua origem na grande importância que o Samhain possui para a cultura celta, pois esta época serve para reflectir sobre toda a nossa vivência, reconhecendo os nossos erros, para que nos arrependamos deles e ao mesmo tempo tentarmos corrigi-los. As mulheres celtas sempre meditaram sobre a morte em Samhain, mas não como se ela fosse algo de muito assustador e negro, mas como um modo normal de purificação, pois a morte é sempre um renascimento.
Neste sentido o Samhain não é uma época de luto e tristeza porque nós acreditamos que as almas que desencarnam e deixam o mundo físico não morrem, apenas transitam para o mundo espiritual, situado num plano mais elevado do que aquele em que nos encontramos.
Gostaria aqui de referir que os sabbaths comemoram as transformações que se verificam na natureza, sempre de acordo com as estações do ano. As suas festividades são baseadas em lendas e crenças antigas da mitologia celta que celebravam o contacto e o respeito pela natureza. No calendário Celta, o ano era visto como um círculo, onde o fim de um ciclo marcava o inicio de um novo ciclo.
Os Sabbaths são ainda “Dias de Poder” quando são prestadas homenagens ao Aspecto Solar do Deus Conífero.
São épocas excelentes para a purificação e renovação das nossas energias.
Os Sabbaths são assim dias de festa para homenagear a Força da criação e da transformação da Natureza.
 Tenha um Auspicioso Samhain!
Muita Luz!
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