domingo, 11 de dezembro de 2011

NATAL - UM POUCO DE HISTÓRIA.


Desde tempos imemoriais que na metade do Inverno se procediam a celebrações em todo o nosso planeta. Muitos séculos antes de Jesus os Povos Europeus celebravam o nascimento do dia mais escuro e longo dos dias de inverno e a luz depositada na esperança da vinda de dias mais longos e cheios da luz do sol, Isto acontecia no Solstício de Inverno. Na Escandinávia e Países Nórdicos o Yule celebrava-se no dia 21 de Dezembro, Solstício de Inverno altura em que para comemorar o retorno do Sol, pais e filhos carregavam enormes toros de madeira que incendiavam, ficando as pessoas a comemorar à sua volta até o fogo se apagar, o que geralmente podia levar até 12 dias. Na Alemanha honrava-se o Deus Pagão Oden durante esta altura do inverno, mas os Alemães tinham bastante medo de sair à rua e permaneciam dentro das suas casas, isto porque este Deus Oden segundo eles fazia voos nocturnos pelos céus nos quais ele definia quem iria prosperar e quem iria perecer. De notar que Oden é a pronúncia Nórdica e Centro-Europeia para Odin, o “Deus-chefe” do Valhalla, a moradia dos Deuses na mitologia Escandináva. Em Roma, onde os invernos eram mais amenos que no resto da Europa, comemoravam a Saturnália, em honra a Saturno, o Deus da Agricultura. Começava na semana antes do Solstício de inverno e continuava por mais um mês. A Saturnália era um tempo de fartura, com muita comida e bebida à disposição de todos e onde todos os costumes se alteravam. Os escravos tornavam-se mestres e as pessoas normais é que comandavam as cidades, as escolas e os negócios eram fechados para que todos se pudessem juntar às festas. Era nesta época em que as orgias romanas estavam mais activas. Também era no Solstício de Inverno que os romanos celebravam a Juvenália, honrando assim as crianças de Roma. Os membros das classes dominantes também celebravam o nascimento de Mithra, Deus do Sol no dia 25 de Dezembro. Acreditavam que Mithra, um deus infantil havia nascido de uma pedra. Para a maior parte dos romanos este era o dia mais sagrado do ano. Nos primeiros anos do cristinanismo, a Páscoa ou a Ressurreição era o feriado principal, pois o Nascimento de Jesus não era ainda celebrado. No séc. IV a igreja decidiu instituir o nascimento de Jesus com um feriado, mas depararam-se com um problema: a bíblia não mencionava a data precisa do Nascimento de Jesus. Apesar de existirem evidências que sugeriam que o Nascimento de Jesus ocorreu na Primavera, o Papa Julius I escolheu a data de 25 de Dezembro para a celebração. Muitos estudiosos acreditam que a igreja adoptou esta data como um esforço de absorver as tradições pagãs do festival da Saturnália que se verificavam em Roma. Primeiramente as celebrações foram chamadas de Natividade e espalharam-se para o Egipto em 432 d.c. chegando a Inglaterra no final do séc. VI. Este nome foi mantido ou adaptado nos países de língua latina. Em Espanha comemora-se a Navidad e em Portugal o Natal. Nos finais do séc VIII já se tinha espalhado por toda a Escandinávia. Hoje em dia as igrejas ortodoxas Grega e Russa, celebram o Natal no dia 6 de Janeiro, também sendo referido como o Dia Dos Três Reis, pois seria o dia em que os três reis Magos teriam encontrado Jesus na manjedoura. Na idade média o cristianismo já tinha substituído a maior parte das celebrações pagãs europeias. Na Inglaterra, a cada ano era nomeado um novo desocupado ou um estudante como o “Lorde da má conduta” e os participantes brincavam com as suas ordens e desmandos. Os pobres iam à casa dos ricos exigir nesta altura a melhor comida e bebida. Se os donos da casa não a forneciam, os visitantes aterrorizavam-nos chegando mesmo a pilhar e a incendiar as suas casas. Era esta a altura temida pela classe dominante porque tinham de pagar os seus débitos reais ou imaginários com os menos afortunados da sociedade. No princípio do séc VII quando Oliver Cromwell e as suas forças puritanas tomaram conta de Inglaterra em 1645, ele decidiu alterar o rumo decadente das celebrações nesta época e cancelou o natal, passando a celebração deste a ser proibida por lei. Só com a volta do rei Charles II ao trono é que se voltou a poder comemorar o natal. Na América os peregrinos que chegavam vindos de Inglaterra em 1620 eram mais puritanos do que Cromwell, como resultado de 1659 a 1681 a celebração do natal era Proibida pela Lei em Boston. Quem demonstrasse espírito natalino era logo multado em 5 shilings. Depois da revolução americana o natal só foi declarado feriado federal em 26 de Junho de 1870. A versão americana de Santa Claus, foi inspirada por uma lenda Holandesa de Sinter Klaas, que foi trazida por emigrantes no séc XVII quando se instalaram na Nova Amsterdan (actual Nova yorque) em colónias maioritariamente Judaicas. São Nicholas faz a sua primeira aparição na América em 1773.  Em 1822 o ministro episcopal Clement Clarke Moore, escreveu um poema de natal para as suas três filhas intitulado “An Account of a Visit from St. Nicholas”, um relato da visita de São Nicolau, ficando também a ser conhecido como “The night before christmas”, A Noite Antes do Natal. Moore foi assim o responsável pela moderna imagem de santa Claus, onde segundo ele Santa Claus voa de casa em casa na véspera de natal, num trenó puxado por oito renas voadoras, cujos nomes ele criou e que entregava presentes para todas as crianças no mundo.  E, 1866 o cartoonista político Thomas Nast, publica um livro ilustrado a 4 cores a partir do conto de Moore e cria a primeira imagem conhecida de Santa Claus. Um gorducho alegre de grande barba branca e com um saco cheio de presentes para as crianças. No entanto nesta altura ainda existiam outras imagens do Pai Natal na América e na Europa: era magro com roupas verdes ou castanhas.

Apenas em meados do séc. XIX os americanos começaram verdadeiramente a comemorar o natal. Os americanos reinventaram o natal, modificando-o para um dia centrado na família, na Paz e na nostalgia, tiveram esta necessidade porque no inicio do séc XIX vivia-se um período de conflito de classes e de grande confusão, isto porque nesta época o desemprego era alto e os conflitos entre gangues tinham o seu ponto alto na época do natal. Daí a necessidade dos americanos criarem um clima de Paz para o natal, onde o ódio e as lutas fossem banidos das ruas americanas. Neste sentido as raízes históricas de Santa Claus, resultam da combinação de diversas lendas e criaturas mitológicas. A base de Santa Claus Cristão é o Bispo Nicholas de Smyma (Izmir), onde hoje é a Turquia. Nicholas de Smyma viveu no séc. IV d.c. quando o cristianismo estabelecia a sua modernidade em Bizâncio (Turquia) e não em Roma. Ele era muito rico e generoso, oferecendo sempre presentes para as crianças, tinha o hábito de lançar presentes para as crianças pobres pelas janelas de suas casas, desaparecendo logo de seguida. A igreja ortodoxa Bizantina elevou o estatuto de St. Nicholas as status de “Milagreiro”, em sua honra foi construída uma catedral na Rússia, hoje a mais antiga do país.



Mas não pensem que foi só o Santa Claus americano do séc XIX que foi inspirado por São Nicholau para aparecer nesta época de natal, senão vejamos outras figuras populares em outras partes do mundo:
Christkind ou Kris Kringle entrega presentes para as crianças na Suíça e na Alemanha. Significa “Christ Child” em inglês ou “Cristo Criança” e é uma figura tipo Anjo que acompanha São Nicholau nas suas missões de natal. Na Escandinávia um Elfo chamado Jultomten entrega presentes num trenó puxado por bodes. Pére Noël é o responsável pela entrega de presentes em França. Na Rússia existe uma senhora idosa chamada Babouschka, que forneceu informações erradas a alguns sábios que pretendiam chegar a Belém e encontrar Jesus, quando ele nasceu. Em consequência desse engano ela sentiu-se culpada e no dia 5 de Janeiro ela visita as crianças russas deixando presentes debaixo das suas camas, na esperança de que alguma dessas crianças seja Jesus e que lhe perdoe o mal entendido. Em Itália existe outra lenda sobre uma mulher chamada La Befana, que voa numa vassoura e lança presentes pelas chaminés das crianças boas.
Em 1925 quando a ciência definiu que as renas não podiam viver no Pólo Norte, os jornais americanos vieram revelar que afinal Santa Claus vivia sim na realidade na Lapônia, uma parte da Finlândia onde abundam as renas. Em 1927 num programa de rádio finlândes foi divulgado que santa Claus vivia na aldeia de Korvatunturi.

Desejo a todos Boas Festas!

Muita Luz!

Fontes:

Imagens:
A 1ª foi retirada de pesquisa na net, desconheço o autor.
As outras duas foram retiradas do blog maravilhoso de Jacque:
 

6 comentários:

  1. Olá.
    Passei para te convidar a participar na minha troquinha de natal
    Hoje é o último dia para inscrição mas se quiseres podes enviar me um email ou postar no meu blog até amanhã às 12h.
    Pois irei realizar o sorteio à tarde.
    Boa semana.
    Beijinhos
    Cat

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  2. Obrigado Cat, pela visita e pelo convite, vou agora mesmo lá para participar. Desejo-te uma excelente semana.
    Beijinhos de Luz.
    Ana Maria

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  3. Olá.
    O resultado das parceiras já saíram.
    Entra em contacto com a tua e boa troquinha.
    Qualquer coisa que necessites estou ao teu dispor.
    Uma boa semana.
    Beijinhos
    Cat

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  4. Olá Ana Maria
    Estou participando da troca de Natal do blog da Cat e fiquei sabendo que és minha parceira de troca. Agora preciso saber do endereço para te mandar o enfeite de Natal. Meu blog é o artdamao.blogspot.com o meu e-mail:ana.coutto@hotmail.com
    Abraços

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  5. Linda postagem amiga.
    Estou com tanta saudades que entrei com meu outro login, rsrsrs.
    Estou de saida agora por aqui é 15:52.
    Só reafirmando, te adoro, te desejo tudo de melhor que possa existir, e espero que esteja tudo bem.
    Feliz natal!!!!!!
    Beijos de castanha.
    Lua.

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  6. Obrigado Lua, espero que o seu Natal tenha sido bom. Ando um pouco atrasada a responder aos comentários rsrs.
    Beijinhos de azevinho.
    Ana Maria

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